Notícias biográficas
João Manso Pereira nasceu em 1750 em Minas Gerais, estudou no seminário da Lapa no Rio de Janeiro e nunca esteve em Portugal. Seus principais trabalhos foram no campo da química. Fez experiências com destilação de aguardentes, inventou e construiu um alambique, fabricou produtos como vinho, açúcar, aguardente de sapé e camafeus de barro. Fez ainda experiências com sabão e extraiu álcalis da bananeira. Era também escultor e entre suas obras ficaram conhecidos um busto de d. Maria I e uma mesa, trabalhada em ouro, em que estava representada a baía do Rio de Janeiro. Em São Paulo, participou de investigações mineralógicas. Foi cavaleiro da Ordem de Cristo, professor de Gramática Latina no Rio de Janeiro e sócio da Sociedade Literária do Rio de Janeiro. Correspondeu-se com Domingos Vandelli (4 de junho e 1 de dezembro de 1794), em cujas cartas tratou da manufatura do sabão, e com: Fr. José Mariano da Conceição Velloso; Manoel Arruda da Câmara; Luís de Vasconcellos e Sousa (4º Vice-Rei do Brasil).
João Manso faleceu aos 70 anos, em 1820, no Rio de Janeiro.
Principais obras:
• Memória sobre a porcelana. Palladio Portuguez ou Clarim das Pallas. Lisboa: Oficina Patriarcal, 1796. Em três partes: 1. Um resumo da sua história; 2. Suas diferentes espécies; 3. Mostra-se ser a tabatinga do Brasil o legítimo Kao-lin dos chins.
• Memória sobre a reforma dos alambiques ou de um próprio para destilação das água-ardentes. Lisboa: Ofic. Patr. de João Procopio Correa da Silva, 1797.
• Memória sobre o método econômico de transportar para Portugal a água-ardente do Brasil com grande proveito dos fabricantes e comerciantes. Lisboa: Oficina de Simão Thadeo Ferreira, 1798.
• Cópia de uma carta sobre a Nitreira Artificial estabelecida na Vila de Santos, da Capitania de São Paulo, dirigida a esta corte por João Manso Pereira e publicado pela Ordem de S. Alteza Real o príncipe regente nosso senhor por Fr. José Mariano Velloso. Lisboa: Na Oficina da Casa Literária do Arco do Cego, 1800.
• Cópia da continuação de uma carta sobre a Nitreira Artificial estabelecida na Vila de Santos, da Capitania de São Paulo, dirigida a esta corte por João Manso Pereira e publicado pela Ordem de S. Alteza Real o príncipe regente nosso senhor por Fr. José Mariano Velloso. Lisboa: Na Typographia Chalcographica e Litteraria do Arco do Cego, 1800.
• Considerações sobre as cinzas do cambará, do imbé, etc. Lisboa, 1800.
Padre Teodoro de Almeida (1722-1804), assim com Luís Vernei (1713-1792), foi uma figura importante do Iluminismo português. Com a perseguição do marquês de Pombal aos padres da Congregação do Oratório, foi obrigado a exilar-se na França. Autor das obras Recreação filosófica, ou Dialogo sobre a Filosofia Natural, para instrucção de pessoas curiosas, que não frequentárão as aulas (1751-1799), em 10 volumes, e O feliz independente do mundo e da fortuna (1779).
Antoine Baumé (1728-1804), químico fran-
cês, foi membro e professor da École de Pharmacie. Desenvolveu diversas pesquisas no campo da química e tornou-se célebre pela escala hidrométrica chamada Graus de Baumé, utilizada para medir a densidade de líquidos. Em muitos textos seu nome é citado
incorretamente como Beaum. Sua obra mais importante é Elements de pharmacie théorique et pratique (1762). Foi membro da Academia das Ciências de Paris.
Olaus Borrichius (1626-1690), químico dinamarquês, autor De ortu et progressu Chemiae (1668).
Jean-Antoine Chaptal (1756-1832) formou-se em medicina na Universidade de Montpellier. Interessou-se pela aplicação da química na indústria, desenvolveu a doutrina da vinificação e redigiu o artigo sobre o vinho no Dicionário de agricultura, do abade Rozier. Foi ministro do interior (1801-1804) nomeado por Napoleão Bonaparte. Chama-se chaptalização o processo de se aumentar através do açúcar o teor alcoólico dos vinhos.
Bento Sanches Dorta (1739-1795) e Francisco de Oliveira, astrônomos portugueses iniciaram, em 1781, uma campanha que duraria cerca de 10 anos, na qual foram registradas medidas meteorológicas nas cidades do Rio de Janeiro e São Paulo. Essa missão científica era supervisionada por Miguel Antonio Ciera e tinha como principal objetivo definir os limites dos territórios espanhol e português estabelecidos pelo Tratado de Sto. Ildefonso, em 1777. Para as medições foram utilizados instrumentos feitos na Inglaterra, como barômetro, termômetro, entre outros. Os resultados dessas medições transformaram-se em memórias encaminhadas à Academia Real das Ciências de Lisboa.
Conde Antoine François Fourcroy (1755-1809) com Lavoisier e Louis B. Guyton de Morveau publicou, em 1787, o Método de nomenclatura química. Foi professor de Química do Jardin du Roi, membro da Academia das Ciências e da Sociedade de Medicina francesas. Entre 1790 e 1791, lecionou Mineralogia e Química para José Bonifácio.
Pierre Joseph Macquer (1718-1784), químico francês, membro da Academia das Ciências de Paris, autor do Eléments de chymie théorique (1749), do Dictionnaire de chymie (1766) e do Manuel du naturaliste (1770). Tem seu nome associado à fabricação da porcelana de Sèvres.
Étienne Munier (1732-1820), autor de Essai d'une méthode générale propre à étendre les connaissances des voyageurs: Ou recueil d'observations relatives à l'histoire, à la répartition des Impôts, au Commerce, aux Sciences, aux Arts et à la culture des Terres de L'Angoumois (1779).
Jacques Ozanam (1640-1717) definiu a matemática como “a ciência que ensina sobre tudo que se pode medir ou contar”.
Poissonnier, em 1784, foi nomeado médico da corte do rei francês Luís XVI. Membro da Sociedade Real de Medicina da França, fez parte da comissão contratada pelo rei para desenvolver um método para retirar a salinidade da água do mar.
Jean-Baptiste François Rozier, abade Rozier (1734-1793), botânico e agrônomo francês, estudou no seminário Saint Irinée, em Lyon. Criou o jardim botânico dessa cidade, com 4 mil metros quadrados e todas as plantas catalogadas e etiquetadas. Em 1771, instalou-se em Paris, onde comprou o Journal de Physique, que estava desativado, e o rebatizou com o nome de Journal d’observations sur la Physique, l’Histoire naturelle et sur les Arts et Métiers. Escreveu livros sobre jardinagem, destilação de vinho e aguardente, entre outros assuntos. Morreu em Lyon, vítima de uma bala de canhão que tombou sobre o teto de seu quarto durante a guerra civil que decorreu da Revolução Francesa.
A obra Cours complet d'agriculture théorique, pratique, économique, et de médecine rurale et vétérinaire, suivi d'une Méthode pour étudier l'agriculture par principes, ou Dictionnaire universel d'agriculture, par une société d'agriculteurs foi publicada em 10 volumes entre 1781 e 1800.
Domenico Vandelli (1735-1816), médico e naturalista paduano. Em Portugal, participou da reforma da Universidade de Coimbra, organizou as viagens filosóficas, foi membro da Academia Real das Ciências de Lisboa e fundou os jardins botânicos de Coimbra e de Ajuda. Correspondeu-se com João Manso.
Peter Woulfe (ca. 1727-1803) químico e mineralogista irlandês. Foi o primeiro a conceber a existência de um elemento até então desconhecido na wolframita, o tungstênio. Membro da Royal Society, foi autor de
Experiments Made in Order to Ascertain The Nature of Some Mineral Substances; And, in Particular, To See How Far the Acids of Sea-Salt and of Vitriol Contribute to Mineralize Metallic and Other Substances, 1776.
Francisco Antonio de Sampaio, médico português, nascido em Vila Real, acerbispado de Braga. Sobre sua vida sabe-se pouco, e suas datas de nascimento e morte são incertas. Em uma carta de 1783, comentou que morava no Brasil havia 35 anos, o que leva supor ter chegado a estas terras por volta do ano de 1748. Viveu no Rio de Janeiro, no Espírito Santo e na Bahia. Na década de 1780, encontrava-se em Vila da Cachoeira, de onde escreveu a História dos Reinos Vegetal, Animal e Mineral. Desta obra, conhecem-se apenas os tomos 1 e 2, que permaneceram como manuscritos até 1969, quando foram publicados nos anais da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro. Foi sócio-corresponte da Academia das Ciências de Lisboa.
Principal obra:
• História dos Reinos Vegetal, Animal e Mineral, 1782; 1789.
Francisco da Fonseca Henriques Mirandela (1655-1731), médico português, publicou diversas obras, entre elas Âncora medicinal para conservar a vida com saúde de 1721, reeditada quatro vezes entre 1731 e 1754.
Manoel Rodrigues Coelho, boticário português, autor de Farmacopéia tubalense, químico-galênica, de 1735.
Carl von Linné, ou Lineu (1707-1778), botânico, médico e zoólogo sueco, divulgador da nomenclatura binomial criada pelos irmãos Bauhin, e da classificação científica. Ainda na condição de estudante, Lineu convenceu-se de que os estames e os pistilos das flores seriam a base para a classificação das plantas e escreveu um opúsculo a respeito que lhe rendeu a posição de professor adjunto. Em 1732, a Academia das Ciências de Uppsala financiou a sua expedição à Lapônia, ainda pouco explorada naquela época. Desta viagem resultou a obra Flora Laponica, publicada em 1737. Sua obra mais conhecida, o Sistema Natural, já empregava a nova nomenclatura “gênero-espécie”, mais concisa que a anterior, e estruturava os níveis superiores de forma simples e ordenada.
Notícias biográficas
Domingos Alves Branco Muniz Barreto, capitão do Regimento de Estremóz, sargento-mor de infantaria e governador do presídio da ilha de São Paulo na antiga comarca da Bahia, onde viveu por alguns anos e produziu suas principais obras, entre as quais esta Relação com a descrição de parte da Comarca dos Ilhéus e o Plano sobre a civilização dos índios (1788), publicado em 1856 na Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB) com notas de Gonçalves Dias. Escreveu também as seguintes obras que se encontram na seção de manuscritos da Fundação Biblioteca Nacional (FBN):
Observações que mostram não só o crime de rebelião que temerária e sacrilegamente intentaram alguns moradores da capitania de Minas Gerais, no Brasil, mas a legítima posse que têm os senhores reis de Portugal daquelas conquistas. S.l., s.d., Manuscrito 02,1,027.
Observações sobre a prosperidade de Novo Império do Brasil. Rio de Janeiro, 16/03/1812. Manuscrito I-33,29,004.
Observações relativas a agricultura, comércio e navegação do continente do Rio Grande de São Pedro no Brasil, apresentadas ao Il.mº e Ex.mº Sr. d. Rodrigo de Souza Coutinho, ministro e secretário de estados dos Negócios da Marinha e Domínios Ultramarinos. Manuscrito I-29,13,28.
Barão de Moçâmedes ou Mossâmedes, título criado por d. Maria I em 1779 a favor de José de Almeida e Vasconcelos (1737-?), governador-geral de Angola entre os anos de 1784 e 1790.
Luiz Pinto de Souza [Coutinho], Visconde de Balsemão, governador de Mato Grosso e secretário de Estado durante o reinado de d. Maria I (1788-1801; 1803). Correspondeu-se com Domenico Vandelli e, em carta de 7 de dezembro de 1772 [AHMB, CE-B93], diz ter recebido a Memória sobre a utilidade dos jardins botânicos e o parabeniza. Na mesma carta escreve um conto e uma pequena fábula em verso em sua homenagem.
Martinho de Mello e Castro (1716-1795), secretário de Estado dos Negócios da Marinha e Ultramar (1770-1795) de d. José e de d. Maria I. Como diplomata, foi embaixador de Haia (1751-1754) e Londres (1754-1770) e participou das negociações de paz (1762) que deram fim à Guerra dos Sete Anos.
Carl von Linné ou Lineu (1707-1778), botânico, médico e zoólogo sueco, divulgador da nomenclatura binomial criada pelos irmãos Bauhin e da classificação científica. Ainda na condição de estudante, Lineu convenceu-se de que os estames e os pistilos das flores seriam a base para a classificação das plantas e escreveu um opúsculo a respeito que lhe rendeu a posição de professor-adjunto. Em 1732, a Academia das Ciências de Uppsala financiou a sua expedição à Lapônia, ainda pouco explorada naquela época. Dessa viagem resultou a obra Flora laponica, publicada em 1737. Sua obra mais conhecida, o Sistema natural, já emprega a nova nomenclatura “gênero-espécie”, mais concisa que a anterior, e estrutura os níveis superiores de forma simples e ordenada.
Willen Piso ou Guilherme Piso (1611-1678), médico e naturalista holandês que esteve no Brasil, com o patrocínio de Maurício de Nassau, entre 1637 e 1648. Com o alemão Georg Marcgraf (1610-1644) foi autor dos primeiros tratados de Medicina e História Natural sobre o Brasil, fontes de consulta para naturalistas praticamente exclusivas até o século XVIII.
Simão Pires Sardinha (1751-?), filho primogênito de Xica da Silva, nasceu em Milho Verde, Minas Gerais, e concluiu seus estudos em Lisboa, graduando-se em Artes. Ocupou diversos títulos na corte e foi nomeado sargento-mor das ordenanças de Minas Novas e tenente-coronel de cavalaria auxiliar da Legião do Bambuí (Minas Gerais). Provável discípulo de Domenico Vandelli, colaborou com os estudos desenvolvidos na Academia das Ciências de Lisboa e no Museu da Ajuda ao enviar memórias para essas instituições. Em sua viagem ao Brasil, em 1781, fez medições meteorológicas com um termômetro náutico desenvolvido pelo sócio da ACL Jacob Chrysostomo Praetorius. Os resultados dessa experiência foram publicados na memória intitulada Experiencias feitas com hum termometro n’huma viagem para o Brasil, pelo S.nr Simão Pires Sardinha sócio da Academia das Sciencias de Lisboa, juntamente com as resultas, que dellas se podem tirar, de 1782 (BACL, Série Azul, Ms. 373, pp. 244-248). Entre os anos de 1788 e 1789, foi membro da Sociedade Literária do Rio de Janeiro, onde foi procurado por Tiradentes, que propôs a João Pires Sardinha traduzir a Compilação das leis constitutivas das colônias inglesas, confederadas sob a denominação de Estados Unidos da América Setentrional. Foi transferido para Portugal em 1789 para fugir das acusações de participação na Inconfidência Mineira. Ao lado de José Álvares Maciel, ficou conhecido como naturalista inconfidente.
Notícias biográficas
Manoel Arruda da Câmara (1752-1811) nasceu em Piancó, capitania da Paraíba, filho de Maria Saraiva da Silva e Francisco de Arruda Câmara (capitão-mor das ordenanças e criador de gado em grandes propriedades territoriais de Piancó). Em 1783 professou a regra dos Carmelitas Calçados no convento de Goiana, capitania de Pernambuco. Nesse período usou o nome de Fr. Manoel do Coração de Jesus.
Matriculou-se em 1786 no curso de Filosofia Natural da Universidade de Coimbra e, em 1787, no curso de Matemática da mesma universidade. Entre 1790 e 1791 fez seu doutorado em Medicina na universidade de Montpellier, onde apresentou a tese Da influentia oxigenii in oeconomia animali, precipuè in calore, ubi de ejusden aequabilitatis Vera causa. Monspelli: Joannem Martel Natu Majorem. 1791.
Em 1793, retornou a Pernambuco na função de naturalista.
No Brasil, viajou pelo sertão do Nordeste e chegou ao Piauí. Era sócio da Academia das Ciências de Lisboa, da Academia Médica de Montpellier e da Sociedade de Agricultura de Paris.
Faleceu em Goiana, PE.
Principais obras:
• Aviso aos lavradores sobre a inutilidade da suposta fermentação de qualquer qualidade de grão ou pevides, para aumento da colheita, segundo um anúncio que se fez ao público. Lisboa: Oficina de Antonio Rodrigues Galhardo, 1792.
• Anúncio dos descobrimentos feitos em Paranambuc e remetido a um dos Editores. Recife de Paranambuc aos 20 de setembro de 1795.
• Memória sobre a cultura dos algodoeiros e sobre o método de o escolher e ensacar, etc. em que se propõem alguns planos novos para o seu melhoramento, oferecida a S. A. Real o Príncipe Regente Nosso Senhor. Lisboa: Oficina da Casa Literária do Arco do Cego, 1799.
• Discurso sobre a utilidade da instituição de jardins nas principais províncias do Brasil. Oferecido ao Príncipe Regente Nosso Senhor. Rio de Janeiro: Impressão Régia, 1810.
Jean Baptiste Christian Fusée-Aublet (1720-1778), farmacêutico, botânico e explorador francês. Durante os anos que passou na Guiana, reuniu um grande herbário que lhe permitiu publicar os quatro volumes do livro Histoire des plantes de la Guiane française rangées suivant la méthode sexuelle. Londres & Paris: P.-F. Didot Jeune, 1775.
Nikolaus Joseph Freiherr von Jacquin (1727-1817), botânico holandês. Estudou na Holanda e na França onde conheceu Antoine de Jussieu (1686-1758), médico, botânico e naturalista francês. Depois, partiu para a Áustria, onde tornou-se médico imperial e professor de medicina. A convite do imperador austríaco, Francisco I, participou de uma expedição científica (1754 a 1759) no Caribe e na América Central.
Carl von Linné, ou Lineu (1707-1778), botânico, médico e zoólogo sueco, divulgador da nomenclatura binomial criada pelos irmãos Bauhin e da classificação científica. Ainda na condição de estudante, Lineu convenceu-se de que os estames e os pistilos das flores seriam a base para a classificação das plantas e escreveu um opúsculo a respeito que lhe rendeu a posição de professor-adjunto. Em 1732, a Academia de Ciências de Uppsala financiou a sua expedição à Lapônia, ainda pouco explorada naquela época. Desta viagem resultou a obra Flora lapônica, publicada em 1737. Sua obra mais conhecida, o Sistema natural, já empregava a nova nomenclatura “gênero-espécie”, mais concisa que a anterior, e estruturava os níveis superiores de forma simples e ordenada.
Manuel Ferreira da Câmara Bittencourt e Sá (1762-1835) nasceu em Itacambirussú, comarca do Serro Frio, em Minas Gerais, filho de Francisca Antônia Xavier de Bethencourt e Sá e Bernardino Rodrigues Cardoso, tenente e proprietário de minas de ouro em Minas Gerais. Quando seus pais tornaram-se proprietários de um engenho de açúcar na Bahia, permaneceu com seu irmão, José Bittencourt de Sá e Accioli, em Caeté, Minas Gerais, na casa da tia.
Em 1788 recebeu o título de bacharel em leis e em filosofia das respectivas faculdades da Universidade de Coimbra. Entre 1790 e 1798 foi chefe de brigada de uma viagem de estudos pela Europa em companhia de José Bonifácio de Andrada e Silva. Em 1800 foi nomeado Intendente Geral das Minas na capitania de Minas Gerais e Serro Frio. Assumiu o cargo somente em 27 de outubro de 1807, exercendo-o até 6 de abril de 1822. Fez viagens e exames mineralógicos na capitania da Bahia, investigando minas de ouro, prata, cobre e ferro entre 1801 e 1802, mesmo ano em que realizou experiências com a cristalização do açúcar na Bahia.
Foi senador do Império por sua província, membro da Academia Real das Ciências de Lisboa, da de Estocolmo e da de História Natural de Edimburgo, da sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional no Rio de Janeiro e foi presidente da Sociedade de Agricultura, Comércio e Indústria da Bahia.
Faleceu na Bahia.
Willem Piso ou Guilherme Piso(1611-1678), médico e naturalista holandês que esteve no Brasil, com o patrocínio de Mauricio de Nassau, entre 1637 e 1648. Com o alemão Georg Marcgraf (1610-1644) foi autor dos primeiros tratados de Medicina e História Natural sobre o Brasil, fontes de consulta para naturalistas praticamente exclusivas até o século XVIII.