Oficio de Inacio Ferreira da Camara Bitencourt relativos ao Jardim Botanico da cidade da Bahia.
Ilmo e Exmo Snr .
Conformandome as ordens que V. Exa. me determinou, mandando que procurasse e examinasse alguns lugares, ou Sitios dentro, ou perto da Cidade para escolher o mais cômodo, e próprio ao estabelecimento e fundação do Real Jardim Botânico: entrei nesse exame, e correndo todos os Sítios desde Nazareth athe o Forte de São Pedro, achei dous lugares, q tem capacidade para o Jardim, estes são duas Roças, uma pertencente a João Francisco da Costa, outra a José Vieira de Arahujo. A primeira esta situada no baixo da Lapa, tendo por um Lado o Convento das Religiozas deste nome, por outro o Cemitério, e a roça de José Carneiro, na frente o quartel do 2º Regimento, e pela parte posterior o Dique.
A segunda é no forte de S. Pedro, tem tãobém por hum lado o convento das Ursulinas, por outro o caminho que costea parte do forte, no fundo confina com outras Roças e hum braço do Dique, ena frente tem huma assáz boa Caza eoutras pequenas que pertencem ao proprietário.
Este lugar he preferivel ao primeiro por muitas circunstancias, posto que seja menos extenso; mas como qualquer terreno ainda que tenha alguma comodidades para hum jardim ordinario não he comtudo próprio para o Botânico, sou obrigado em razão de minha comissão expor a V. Exa todas as circunstâncias que exige hum tal estabelecimento preterindo por hora aquellas que dizem respeito aos edifícios que lhe são necessarios.
1º Fas-se preciso hum vasto, e plano terreno a entrada do jardim para em huma parte deste disporem-se methodicamente as plantas, que ali se cultivarem. He neste lugar, que o Professor deve fazer todos os annos a demonstração das plantas, na estação mais conveniente para a instrução da mocidade, que se destina para a medicina, Cirurgia, e pharmacia. A outra parte deste local deve ser occupada por plantas, que são vividouras e por aquelas cujas raízes conservão dse debaixo da terra, de donde nascem novas plantas todos os annos. Este canteiro ou parterre he suscetível de algúa ordem, e arranjamento que contribua para o ornato, erecreio, conservandose três ou quatro touças decada espécie deplantas, que sepodem tirar para demonstração naescola. Os curiosos, eestudantes acharão neste lugar objetos para as suas observaçoens.
2º Hum Lugar baixo, e humido, exposto aos ventos de Nordeste athe Sul, sendo aqui os primeiros frescos e os últimos frios e chuvosos para a cultura das plantas de algumas Capitanias, que são mais frias como são, S. Paulo, Minas Geraes, Goiaz, Matto Grosso, e Rio Grande do Sul.
3º Hum locál bastante extenso e que tenha hum bom fundo de terra sem pedras, ou Roxedos, que e destinado para a plantação e disposição das arvores, que se devem deixar crescer livremente para conservarem a sua verdadeira configuração. Pareceme que seria mais conveniente dispólas tãobem methodicamente, do que polas entre plantas e arbustos na escola; por que ainda que sejao cortadas e podádas jamais deixarão de as assombrar e fazerlhes mal.
4º Hum lugar próprio para a sementeiras o qual deve ser abrigado dos ventos doSul, estando defendido da sua maior impressão por algum monte, muro ou arvores. Neste lugar devemse fazer canteiros bem estrumados, em que se semeiem as sementes das plantas medicinais e de algúas hortaliçcs, que não são aqui conhecidas.
Tãobém conservão-se aqui vazos com terra estrumada para as sementes das plantas exóticas que podemos alcansar do estrangeiro, e das outras capitanias, entretendo hua correspondência com os jardins, que nelles seestabelecem.
5º Enfim he precizo não só que haja hua fonte de agoa boa, mas ainda hum lago para as plantas aquaticas, aquellas que só vivem nos Lugares humidos, e frecos. Não fallando em algúas cazas que são necessárias, para abrigar estas plantas que não podem suportar ter maior calor, assim como na Europa se defendem do maior frio, He insdipensável hua assáz cômoda para a morada das pessoas empregadas, tanto no Jardim, como na preparação das plantas vivas, e secas, que Sua Magestade manda seenviem para o seu Real Jardim da Corte.
As obras do Rey, jamais se devem fazer em lugares retirados, mas sim nos mais públicos, e vistosos, para melhor realçar a Sua Real Grandeza.
O Lugar que tendo dezignado a V. Exa offerece todas estas comodidades. Elle está em uma boa, eagradável pozicão, vizivel de três lados; cômodo para se frequentar, sendo passeio ordinário dos habitantes desta Cidade, e dos que aqui dezembarcão. Tem na vezinhança maior terreno para onde se pode alargar para ofuturo; não necessita de grandes despezas, custou pouco ao proprietário, que já é nonagenário. Emfim tem toda capacidade para o Real Estabelecimento que Sua Magestade foi servida mandar erigir para vantagem, e utilidade pública.
Eu não tenho notado outros lugares para o Jardim Botânico, por que em qualquer parte que se quizer estabelecer, não seachao tantos cómodos, como nos que tenho dezignado; por que alem do [importe] do terreno já occupado por Roças departiculares, é precizo fazer hua muito maior despeza, devendo com um bom muro cercado e fazer os edifícios necessários a este estabelecimento.
Ignacio Ferreira da Câmara
Tem uma planta onde está escrito:
Parte do Jardim que se chama a escola devidida por humagrade. Pode conter 1144 plantas, tendo de cumprimento 32 braças de largura 21.
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Cópia
Ilmo e Exmo Senhor = Depois de ter executado as ordens de V Exa procurando hum local para se fundar o Jardim Botânico nesta Cidade e ter ultimamente ponderado a V Ex. que não achava lugar mais conveniente do que o das duas Rossas Tororó e Mercês, he ainda do meu dever por na prezença de V. Exa. que tendo examinado melhor a rossa Tororó, acho ter esta mais suficiência para aquelle estabelecimento, no qual são indispensáveis os seguintes requizitos, que vou expor a V.Exa. Primeiro, fas-se preciso hum vasto, e plano terreno de entrada do Jardim para em huma parte deste estabelecerse a Escolla, dispondo-se as plantas methodicamente, para facilitar o conhecimento dellas: He neste lugar que o Professor deve fazer todos os annos a demonstração das plantas na estação conveniente para a instrução da Mocidade, que se destina Medicina, Cirurgia e Pharmacia. A outra parte deste local ocupase com plantas vividouras, e com aquellas cujas as raízes conservando-se debaixo daterra produzem novas plantas em certa estação do anno. Este parterre é suscetível de alguma ordem, e arranjamento, que contribua ao ornato e recreio, conservando-se três, ou quatro pés de cada espécie de plantas, de onde se tirao algumas, havendo necessidade para a escolla. Os Estudantes, e curiozos acharão neste lugar objectos para as suas observaçoens. Segundo, Hum local baixo e humido, exposto aos ventos, que correm desde Nordeste, athe o Sul, sendo aqui os primeiros frescos, eos outros chuvozos, e frios, e muito próprios para a cultura das plantas de algumas Capitanias mais frias do que esta, como são São Paulo, e Rio Grande do Sul, Minas Geraes, e Goiaz. Terceiro, Huma extenção de terreno, que tenha bom fundo deterra, sem pedras, ou rochedos, onde se faça aplantação, e dispozicão das Arvores, que se deve deixar crescer livremente para conservarem a sua verdadeira, enatural configuração. Quarto. Hum lugar proprio para as sementeiras, o qual deveser abrigado do vento Sul, ficando defendido por algum muro, monte ou arvores: ali fazem-se canteiros bem estrumados para se semearem as plantas medicinaes, e algumas ortalices, que não são conhecidas no Paiz. Dispõem-se ainda vazos para as sementes das plantas exóticas, que poder-mos alcançar do Estrangeiro e das que vierem das outras Capitanias como tãobém dos Estados da África, e Azia, intertendo com elles huma correspondência direta, e com os Jardins Botânicos, já estabelecidos em outras Capitanias. He neste mesmo lugar, que sendo vasto, se deve fazer a cultura da Pimenta da Índia, que produs aqui melhor nos lugares baixos ehumidos, objecto emque tanto se interessa o nosso Ministério, assim como no da Canella, Cravo, Nosmoscada etc. Quinto, He precizo não só que haja huma boa fonte, ou Rio para a regadas das plantas, mas ainda hum lago para as plantas aquaticas, e para aquellas que vivem bem nos lugares humidos, e frescos. Sexto enfim. Fasse necessário huma caza para as pessoas empregadas e para apreparação das plantas, que se devem secar e formar o hervário deque estou encarregado para o Gabinete de História Natural de Sua Alteza Real. Tudo que acabo de expor achara Vexa na sobredita rossa Tororó, acrescendo ainda estar perto da Cidade, em muito boa pozição para os que deverem e quizerem frequentar este util estabelecimento. Espero que V. Exa. não deixará de se esforsar para que sefunde ali o Jardim Botânico, onde muito mais realsará a munificiência de Sua Alteza Real ficando entre nós eternizada a memória de V Exa e restando-me também a satisfação de ter empregado todas as minhas forsas, e dezejos para bem servir a Sua Alteza Real o Príncipe regente Nosso Senhor, que se dignou encarregarme desta commissão Deos Guarde A Illma Exa Pessoa de V Exa.// De V. Exa Illmo. E Exmo. Senhor Francisco da Cunha e Menezes/// Criado muito humilde// Bahia dous de agosto de mil oito centos e dous /// Ignácio Ferreira da Camara Bittencourt.
José Pires de Carvalho Albuquerque
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Illmo e Exmo Sor. Obedecendo a respeitável propozição que V Exa me fez respeito a minha Fazenda do Tororó por ser huma das que havia feito eleição o Médico Ignácio Ferreira da Câmara para se formalizar o Jardim Botânico: devo responder com a devida submissão a V. Exa. que aquella Fazenda denominada Tororó cita no Subúrbio desta Cidade he da minha actual assistência, e daminha família; pois não possuo outra alguma nesta Cidade, epara melhor cômodo fui precizado fazer huma caza nobre, em que dispendi mais de cincoenta mil cruzados, tanto na caza, como no amuramento de pedra, e cal, e compra das terras, pois he de extenção grande; toda esta dispeza fiz para melhor cómodo meo, e dos enfermos , que actualmente vem dos três Engenhos, que possuo de fabricar assucar, citos no termo desta Cidade, que por não haver naqueles lugares Professores de Medicina, faço conduzir os ditos doentes para a dita Fazenda em Cavalgaduras, que para esse effeito tenho destinado, assim como para conduçoens de viveres indispensáveis para sustentação da numeroza escravatura dos ditos Engenhos, e Fazendas, e dos mais Serventes e Feitores tão bem precizos para a subsistência daquellas Propriedades, nas quaes muito interessa a Real Fazenda pelos avultados Dízimos, que Recebe annualmente, e quando vem fazer a dita condução se Recolhem a pastar na dita Fazenda, e o curativo dos enfermos se aplica conforme a humanidade requer por Professores a quem faço partido: posto dar as referidas razoens não posso dispensar, nem vender a dita Fazenda sendo certo, que ha outras rossas citas tãobem nos Suburbios desta Cidade que tem melhor terreno, eaterra de melhor consistência para a produção que se pertende, e com mais abundancia d’agoas, tanto por serem de menor valor pela sua extenção e de menos rendimento, como por seos donos, terem menos precizão de as conservar do que eu, e ficar mais a propózito para o concurso do Povo como seja a Rossa do Capitão mor Jozé Vieira de Araújo cita junto do Convento das Mercês com bom terreno, e muita abundancia d’agoa, e logo adiante desta tem a Rossa de Dona Rita de Souza Portugal, que dezeja vender, e ainda ha outras mais nessa vizinhança. Tãobem no citiode Nazaret tem várias Rossas com bons terrenos, e muito abundantes de agoas, como sejão a que foi do Padre Manoel de Sá, a de Bartolomeu Rodrigues Seixas, e a de Manoel de O. Freire com boa planície, e estes Senhorios falecidos a poucos annos e de venderão com commodidade: tanto estas como aquellas ficao as suas cituaçoens em bellissimos lugares para onde concorre o Povo da Cidade aos seos passeios, e por isso todas com melhor comodidade para se erigir o Jardim Botânico, sendo certo que para esse fim o que se deve procurar he terrenos que sejão ferteis, e abundantes d'agoas e não moradas de cazas nobres, como as minhas que são cituadas em hum recanto do Suburbio desta Cidade com muitas Ladeiras para se hir ao Brejo, por onde não tranzita concurso de Povo. Porem a pezar de tudo por Serviço de Sua Alteza Real, e sendo agrado de V. Exa. cederei da dita minha fazenda o terreno que occupa por arrendamento Francisco Ferreira de Mesquita, que tem serventia pela fonte denominada Barriz, por onde tão bem deve ser a serventia do Jardim/ Cazo la se queira fazer / pois por esse mesmo lugar he que se serve aquelle morador, e deve ser dividido o terreno precizo para o dito Jardim amurando-se tão bem a fim de dividir a comunicação da dita Fazenda para não haver destúrbios, nem incovenientes de parte a parte; e como oque se preciza para aquelle fim he terreno e agoa; essa mesma que ha na Fazenda vai passar no Referido lugar, que occupa o dito Mesquita, que tão bem fica junto ao Dique onde se vai encorporar, pois so no chamado Brejo he que ha agoa, e em toso o mais terrenos da Fazenda não ha. Avista do ponderado V. Exa determinará o que for mais justo. Bahia, seis de agosto de mil oitocentos e dous// De V. Exa. humilde súbdito Reverente criado João Francisco de Costa//
José Pires de Carvalho Albuquerque
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Cópia
Illmo. e Exmo. Senhor
Em comprimento da ordem de V. Exa. De 14 de Agosto de 1802 passei Segunda vês a examinar a Limitada porção de terra que offerece João Francisco da Costa para o Jardim Botânico. Aquele terreno arrendado a Francisco Ferreira de Mesquita fica na extremidade do brejo, e tem de Comprimento duzentos passos, e de Largura cincoenta; mas do meio para baixo vai estreitando se cada ves mais até o dique. Bem vê V. Exa que em tão mesquinho local não se pode estabelecer o Jardim Botânico, que exige absolutamente huma grande estenção de terra, que tenha differentes citios, e posições para a Cultura, e abrigo das diversas plantas do paiz e muito mais daquellas que devem vir das outras Capitanias e dos estados da Ásia e África, e ainda da Europa. He domeu dever pór na presença de V. Exa o que tenho indagado e sabido a respeito das razoens que dá o proprietário da roca Tororó. Em primeiro lugar dis elle = fizera aquella caza em que gastará mais de cincoenta mil Cruzados, entrando tambem a Compra da roça e omuramento della – He constante por uma escriptura publica, que ella Custou três contos e trezentos mil reis, ha vinte annos pouco mais ou menos, e disto me Certificou hum filho de João Pires Garcia, que foi quem a edificou e amurou. João Francisco só mudou a porteira, e talves faria algum Conserto, mas bem pelo contrario deixou arruinar se a Caza da frente (de fonte) (de fronte), e a mesma a roça não a cultivando. Não ha muitos annos, que estando em ajuste para a vender ao Brigadeiro D. Carlos Balthazar daSilveira pedia quinze mil cruzados, e oComprador apenas chegou a offerecer-lhe doze, e anão Comprou por não querer dar a mencionada quantia de quinze mil cruzados. Pra isto prova muito bem, que aroça não está em tão exorbitante valor, e que oproprietário não tem tanta necessidade della para morar; porque sendo senhor detrês engenhos, e tendo Caza de negocio na praya; ali passa os poucos dias de Inverno, emquanto não vai ver e Correr os seos engenhos, onde está amaior parte do anno. Agora com tudo depois que se lhe falou na Compra, toma o trabalho de vir todas as noites dormir á roça. Em segundo lugar allega o cómodo dos seos doentes, e o pasto para os Cavalos em que os Condus para aquella roça. Como também o mantimento para a escravatura dos engenhos – Bem se vê que tudo isto he fantastico; porque sendo hum engenho a beira mar no rio Cotegipe, e os outros pouco distantes, todo omantimento vai por Mar, assim como tam bem vem por mar algum doente, que se achar muito mal, epor isso mesmo impossibilitado de montar aCavallo, ainda no Cazo que fosse mais Cómoda, a viagem por terra, oque tal não he – A desigualdade de terreno, que o proprietário pondera ter asua roça, he precizamente a que se requer não so para o Jardim Botânico, mas para os de Luxo e prazer – em quanto agrandeza de terreno que elle exagera chamando fazenda enão roça, não he excessiva para o Jardim Botânico havendo em vista fazer hum viveiro eplantação de arvores que dão madeiras de Construção, e para mastreação de navios, Como também da pimenta, da nosmoscada, Cravo, Canella e de outras especiarias da Azia, objetos em que tanto se interessa o prezente e iluminado Ministério, vendo o grande cuidado que tem os Ingleses digo algumas naçoens em traspantalas na América, e ultimamente sabemos que os Ingleses fazem passar das Molucas plantas eSementes de todas as especiarias para as Ilhas da Jamaica, e Trindade. Ainda que o proprietário offeresse todo o brejo, que tem aSua roça, só serveria este para o que indiquei no quarto requizito que deve ter o terreno do Jardim Botânico, Como já espus a V. Exa. no officio que fiz aesterespeito; onde finalmente Conclui que era preciza huma Caza para as pessoas empregadas, e para a preparação e arranjamento das plantas seccas, que devem formar o hervário para o gabinete de Historia Natural de Sua Alteza Real o Príncipe Regente Nosso Senhor. como João Francisco tem tido o zello de indicar a V. Exa algumas roças taes como a do Capitam Mor Joze Vieira de Araujo, de D. Rita de Souza Portugal, Padre Manoel de Sá, Bartholomeo Rodrigues, e a da viuva de Manoel de O. Freire; direi a V. Exa = que todas estas roças, tem proprietários vivos, enão mortos como elle diz eficão em lugares mais remotos, não tendo ainda todas as Condições, já ponderadas, as quaes sefazem patentes na sua roça, como V. Exa pode ainda pessoalmente certificar-se, por ser aqui dentro da Cidade; e então se capacitará V. Exa. que ellas me obrigarão a preferila e propola a V. Exa. enão as Suas Casas, que elle chama nobres, epitheto que certamente não merecem. – Os proprietários das roças que ele nomea, poderiao dizer omesmo, se eu me dicidisse por qualquer dellas; mas tem razoens menos frívolas para darem a V. Exa, mostrando Com toda averdade que morão nas ditas roças, e que não tem outras Cazas, nem rendas, vivendo talves só do producto dellas. Por tudo que tenho exposto a V. Exa. Sou obrigado a insistir na Compra da roça, estando bem Capacitado que Senão cauza damno ou prejuizo algum aoproprietário, que Sendo tão rico, nenhuma falta lhe podem fazer os pequenos Lucros, que percebe dos que ali vão deitar os seos Cavalos a pastar, e das pretas, que lavão roupa e comprão água de que ha tão notável falta nesta Cidade; e então ficando a fonte Livre ao publico, devia a Camara concorrer Com parte do [emporte] da Roça, da qual também se precisa para se acrescentar o quartel do Segundo Regimento, que esta anexo, e que não tem Commodo Sufficiente para os Soldados.
Se V. Exa com tudo julgar atendeveis as razoens de João Francisco da Costa e, desistindo por hora do estabelecimento do Jardim em Lugar Competente, se quizer fazer o viveiro da pimenta, acho que he precizo todo o brejo, estando Cercado, como dis o proprietário para evitar as desordens que podem cauzar a gente que ali vai comprar água e lavar roupa. A vista de que tenho exposto determinará V. Exa a que for servido ...
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Lista das cartas do Director do Jardim Botânico Ignácio Ferreira da Camara que S. Exca me entregou, e respostas dadas por João Francisco da Costa sobre a Fazenda do Tororó.
Carta de Ignácio Ferreira da Camara de 16 de julho de 1802 em que responde a Ordem que se lhe ex pedio em 8 do dito mez e anno sobre o que tinha resultado do que lhe fora incumbido pelo Gov.º interino a respeito da remessa de sementes de todas as plantas que vegetao nesta Capitania em virtude do Avizo que para este fim se dirigio da Corte.
Carta de João Francisco da Costa sobre a propozição que lhe fez S. Exca. A respeito da compra de sua fazenda do Tororó, para se erigir nella o Jardim Botânico em data de 6 de agosto de 1802
Carta de igual data do mesmo João Francisco da Costa sobre a 2º propozição que lhe fizera S. Exa para ceder parte da fazenda do Tororó para o Jardim Botanico
Carta de Ignácio Ferreira da Camara de 2 de Agosto de 1802 sobre a escolha que fizera na dita Fazenda do Tororó por ser a mais proporcionada para o fim projetado do Jardim Botânico e contradizendo a pozição do dito João Francisco da Costa
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Em resposta ao officio de v. Exa de 15 de do corrente, a que a Companhou Copia de outro dirigido a V. Exas. Por S. A. R. o Príncipe Regente Nosso Senhor, tenho ahonra de dizer aV. Exa, que me parece não ser eu a pessoa designada no dito officio, e que fico na persuasão de que S. A. R. me não trocou por esta a Comissão de que mme havia encarregado: quero dizer pela de director e inspector de hum Jardim Botânico, que ordenava se fizesse nesta Capitania, e que não tem deixado de existir nem por falta de repetidas ordens de S. A. R., nem por omissão minha em promover mas debalde perante o Goerno a Sua execução. Alem disto he do meu dever mandar plantas tanto seccas como vivas para o augmento do Jardim d’Ajuda e do hervário de S. A. R. mas aquellas plantas somente, que achasse que hirião augmentar os seos Cathalogos, e que presumisse não existissem no Jardim. A este dever tenho satisfeito como tenho podido; Logo direi porque não tenho feito mais remessas como desejava.
As novas ordens porem parece tendem a dar aos Jardins, tanto Botânico, Como aos de prazer a estenção de que elles sam Capazes debaixo de hum tão digno Inspector qual oque agora tem; e para satisfazer ao trabalho passivel de recolher toda a Sorte de Sementes, designa S. A. R. hum herborista ou hum hábil Jardineiro, sorte de gente, que sempre costumou secundar aos botanicos, quando he questão defazerem se taes collecçoens; e este homem ou homens são os que seme não dão, e que requeiro a fim de se poder dar Comprimento as ordens de S. A. R.; porque não sendo nem practicavel, nem possível que tome sobre mim o pezo , e responsabilidade de huma tal Comissão; não quero toda avia com isto fugir a aquelle e atodo trabalho, que me possa competir, quero dizer de lhes dar as instruçõens precizas para a Colheita das Sementes e de vigiar para que Cumprao com a Sua obrigação de me encarregar da Comoda arumação das sementes e de as classificar, seja systematicamente segundo o methodo dos Botanicos, seja pelos nomes que tem no Paiz.
Verdade he que as sementes virão assim a Custar alguma Coiza a S.A.R., mas quendo se fugir as despeza, que não será grande, não he outro remedio, senão recorrer a hum expediente, que já Lembrei ao Exmo Snr. D. Fernando [d. Fernando Jose de Portugal e Castro, governador da capitania da Bahia de .... até 1801, nesse momento vice-rei do Estado do Brasil], sendo por elle encarregado de huma semilhante Commessão, de que toda a via não rezultou bem algum, talves por senão ter insistido nelle. Este expediente era o de passar ordens aos Capitaens Mores, e juizes das villas da Capitania para mandarem por alguma pessoa das mais entendidas principalmente pelos Indios de fazer a Colheita de toda a Sorte deSementes.
Huma ves feito o Jardim para que espero que V. Exas. queirão dar as necessarias providencias, obrando a esse respeito com o mesmo Zello, e actividade que os tem animado em todos os mais ramos de admenistração, he de esperar não so que se forme a gente, que falta agora para Cumprir huma tão importante Comissão; mas que elle possa fornecer plantas vivas, e grande parte das Sementes, que se pedem, e Senão tenho agora feito tão frequentes remessa como dezejara tanto de plantas vivas, como das seccas, he que de huma parte faltame Local sufficiente, perecendo por falta de Sol as que tenho tentado fazer vir no apertado pateo daminha morada, e de outra, Caza que tenha Cómodos para aquelle trabalho, faltando-me ate Lugar em que acomode a prença em que os devo preparar.
Espero, que em Consequencia do que venho de por na prezença de V. Exas. me hajão V. Exas. de dar as ordens que julgarem Convenientes para omelhor Serviço de S.A.R.
Deus Guarde a V.Exas.
Illustrissimos e Excellentissimos Governadores Interinos da Capitania da Bahia
De V. Exas.
Omais obr° [obreiro] Criado
Ignacio Ferreira da Camara Betencourt.
Bahia
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Illustrissimo e Excellentissimo Senhor
Obedecendo á respeitavel propozição, que Vossa Excelencia me fez Respeito aminha Fazenda do Tororó, por ser húa das em que havia feito Eleição o Medico Ignacio Ferreira da Camara, para Seformalizar o Jardim Botanico: Com á devida Sobmisção, respondo a Vossa Excelencia; que áquella Fazenda denominada Tororó sita no Seburbio desta Cidade, é da mesma áSistencia, e parte da mesma familia; pois actualmente tenho nella emfermos, que Vem da numeroza escratura doz tres Engenhos, que pessûo de fabricar açucar, Sitos no termo desta Cidade; e para Curativo, delles tenho Profeçores de Medicina, aquem faço partido, asim Como Emfermeiro, e Emfermeira, para Selhe áplicar os precizos Remedios Conforme áhumanidade Requer, epara milhor Cómodo tanto meu, como damais familia, fui precizado fazer húa ávultada despeza, que anda por mais de Sincoenta mil Cruzados, tanto na Caza nobre, que tem, como no ámuramento depedra e cal, que he d'extenção grande, enesta Cidade não tendo outra Caza propria? epor isso á não posso despençar, nem Vender; pois ainda que na Praia conserve húa Caza, de que pago áluguer, para maneio domeu negocio: ella não tem, os cómodos precizos, paraó arranjamento damesma familia, e aSiste nella meu Sobrinho Luis da Costa Guimaraez; e os Caixeiros precizos para ó giro domeu Comersio, e poucas Vezes vou ádita Caza da Praia, por Ser á damesma áSistencia á Referida do Tororó; de donde faço alguás advertencias necessárias. Tambem alguás Vezes, sou precizado passar áos ditos meus Engenhos; a dár alguás providencias, para omilhor á Certo da Cultura das canas, efabrico d'áçucar, em que Sua Magestade tanto enteresa, pelos avultados Dizimos, que presebe annualmente; Sendo Certo, que á dita Fazenda fica Situáda em hú Recanto do Seburbio desta Cidade; por onde tranzita pouco Povo; por Serem os passeios mais publicos, por ónde concorre ó Concurço da gente; hé para osSitios do Forte de São Pedro, e Nazareth, donde há tambem Rossas demenos Custo, bóns terrenos, e de milhor Consistencias de terras, e ábundantes d'agoas.
Porém ápezar de tudo, por Servizo de S.A.R.; e Sendo do ágrado de V. Exa. Sederei na dita Fazenda gratuitamente o terreno que nella óCupa, por áRendamento Francisco Ferreira de Mesquita, que tem Serventia pela Fonte denominada dos Barris, por ónde tambem á deve Ser, para o dito Jardim (cazo lá se queira fazer), pois por esse mesmo Sitio, hé que SeServe áquele morador, devedindo-se oterreno precizo, que tambem deveSer ámurado, áfim de não haver Comonicação, nem desturbios, ou inconvenientes de parte á parte; e Como oque Sepreciza para áquele fim, he terreno e ágoa, essa mesma que há na Fazenda, vai passar no dito lugar, que ócupa o dito Mesquita; que tambem fica junto áo A'dique; pois Só ó chamado Brejo, que hesito em huã profundidade damencionada Fazenda; hé que tem huã Fonte, com todo mais terreno não há ágoa, como Sepode Ver, por Ser terra Seca, crião de boa qualidade. Á vista do ponderado determinará V. xa; ó que for mais justo. Bahia 6 de Agosto d'1802.
De V. Exa.
Humilde Subdito , e Reverente Criado
João Francisco daCosta.
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Illustrissimo e Excelentissimo Senhor
A dificuldade, que tem havido na acquizição dealgumas das Rossas, que tenho indicado para o Jardim Botanico, e a que ultimamente se encontrou na compra do Tororó, tendo retardado este estabelecimento á tanto tempo ordenado, e recomendado por Sua Alteza Real o Principe Regente Nosso Senhor, obrigou-me acontinuar na indagação, de que V. Exa. me tinha encarregado, procurando outro Lugar, que tivesse capacidade para o dito Jardim.
Depois de ter corrido, e tornado aexaminar algumas Rossas, achei, que a do Coronel Caetano Mauricio Machado, alem de estar perto da Cidade, e em huma boa, e aprazivel situação, tem toda asuficiencia para o estabelecimento, que se pertende por ora fazer, ficando toda via a experança de se poder a Largar para o futuro com a Rossa contigua denominada Canellas, cuja compra tambem prezentemente se dificulta, por aLi morar aproprietaria doente, e já avançada em annos.
Hé domeo dever, Senhor, por na prezença de V. Exa. anecessidade que há de se comprár adita Rossa, para se dár principio ao Jardim. Espero, que V. Exa. vencerá qualquer obstaculo, que ainda possa sobrevir.
A Illustrissima e Excellentissima Pessoa de V. Exa. Guarde Deos muitos annos. De V. Exa. Illustrissimo e Excellentissimo Senhor Francisco da Cunha e Menezes. O mais attento Criado. Ignacio Ferreira da Camara Betencourt. Bahia, 1 de Agosto de 1803.
Jozê Pires de Carvalho e Albuquerque.
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Illustrissimo e Excellentissimo Senhor
Tenho ahonra de obedecer á Ordem, que V. Exa. se dignou dar-me de viva vos, epondo os meus sentimentos á cerca da reprezentação, que a V. Exa. dirigio o Doutor Ignacio Ferreira da Camara, Diretor do Jarim Botanico, afim de V. Exa. fazer comprár pela Reál Fazenda a Rossa, que possuo imédiata ao Campo doFortede Sõ Pedro.
Em attenção aser este estabelecimento tão recomendado por Sua Alteza Real, e tanto da utilidade publica, como fiel Vassalo, cêdo voluntariamente da mesma Rossa para este fim; como porem V. Exa. me ordenou que declarasse opreço porque aposso vender; persuadome ser o de quatro contos de reis o seu justo valor, attendendo a grande porção de Terras proprias, e outras mais qe lhe anexei depois, abundancia de Aguas, vezinhança daCidade, caza devivenda, emais acomodaçoens, ebem feitorias, que lhe tenho feito: Más porque talvez seja onerozo á Ral Fazenda nas circunstancias prezentes fazer esta Compra adinheiro, nenhuma duvida tenho de receber somente aquantia de hum conto e duzentos reis, ficando noscofres da mesma Real Fazenda aquantia dedous contos eoito centos milreis por traspasso, e cessão, que farei ao Recolhimento de São Raimundo Nonáto, por igual quantia que ali devo.
Sacrifico porem cegamente, edebom agrdo a minha vontade a este respeito, bem como atudo, as Justas e Sabias Determinações de V. Exa. Sou com omais profundo respeito De V. Exa. Subdito, eCriado obrigado. Caetano Mauricio Machado. Bahia 2 de Agosto de 1803.
Joze Pires de Carvalho e Albuquerque.
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O Intendentte da Marinha e Armazens Reais mande proceder a avaliação da Rossa, eCazas situadas adiante doCampo doForte de São Pedro no caminho, quevai para a Barra, pertencentes ao Coronel Caetano Mauricio Machado, efeita que seja amesma avaliação, será remetida com esta a Junta da Fazenda Real. Bahia 17 de Agosto de 1803. Rubrica
Joze Pires de Carvalho e Albuquerque.
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Senhor
Ordenando-me o Exmo. Governador e Capitão General, Prezidente da Junta pela Portaria incluza, que eu procedesse a avaliação da Rossa e Cazas situadas ádiante do Campo do Forte de São Pedro, pertencentes ao Coronel Caetano Mauricio Machado; e que feita que fosse a mesma avaliação, a levasse com a mesma Portaria a Prezença de Sua Alteza Real, com o termo tambem incluzo, dou, adevida execução aesta ordem. Bahia 23 de Agosto de 1803.
Henrique daFonceca Souza Prego.
Joze Pires de Carvalho e Albuquerque.
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Termo de avaliação da Rossa do Coronel Caetano Mauricio Machado
Aos vinte dias do Mez de Agosto de mil oito centos e tres annos nesta Cidade deSalvador Bahia detodos os Santos na Rossa adiante do Campode São Pedro, no Caminho, que vai para a Victoria, pertencente aoCoronel Caetano Mauricio Machado, onde forão vindos o Intendente da Marinha e Armazem Reais, o Capitão de Mar eGuerra Henrique da Fonceca Souza Prego, os Medidores do Conselho Januario daCosta Carneiro, eCypriano Alvarez Barozo, oMestre das Carretas João Antonio do Nascimento, o Mestre Pedreiro das obras Reais Jozê Duarte Sivla, comigo Escrivão aodiante nomeado, e bem assim Francisco Ferreira de Mesquita, e Gonçalo Francisco deAzevedo, como Fazendeiros, inteligentes de agricultura, eTerras, afim deexaminarem, eavaliarem areferida Rossa, eCazas emobservancia da Portaria do Illmo eExmo Snr. Francisco da Cunha e Menezes Governador, e Capitão General desta Capitania, expedida aodito Intendente comdata de dezasete de Corrente. Para o que de ferindo-lhes Logo omesmo Intendent ojuramento dos santos Evangelhos, para que imparcialmente fizessem a dita avaliação, debaixo desse entrando os Medidores, e os referidos Mestres na averiguação das obras, que existião nadita rossa, lhederão uniformemente os valores seguntes
A Caza devivenda feita deadobes, eestuque, com a Liceria de alvenaria, que comprehende os repartimentos interiores, tudo coberto de Telha , seis contos e cincoenta mil reis -
Afrente da Porteira, feita de alvenaria com paredes dobradas, emais doze alicerces de alvenaria para se Sobreporem Pilares deTijolo, coberta de Telha digo se sobre porem Pilares de Tijolo duzentos mil reis -
Huma Caza que serve de Cocheira, e Cavallarice, com dous quartos nofundo feita deadobes com pilares de Tijolo, coberta de Telha, duzentos e cincoenta mil reis
Hum Poço noBrejo de alvenaria, com sua abobada cem mil reis.
Hum Telheiro aopé da Porteira feito de Taipa demão coberto de Telha muito arruinado des mil reis -
E por esta forma avaliarão os ditos Medidores as obras referidas em hum conto duzentos e des mil reis -
E passando os ditos Fazendeiros Francisco Fereeira de Mesquita, eGonçalo Francisco de Azevedo a examinarem a extenção do Terreno comprehendido na referida Rossa, virão, que ella partia pelo Este com a Estrada Real pelo Norte com o campo do Forte de S. Pedro, pelo Sul com a Rossa de Pachoal Jozé de Mattos, e de Leste com a Rossa denominada doCanella do Canella (sic), dandolhe valor de hum Conto de reis.
E procedendo elles ao exame, eavaliação das Arvores, derão-lhe os valores seguintes.
A quinze Mangueiras a dous mil reis trinta mil reis
A trinta e huma Jaqueiras a dous mil reis setenta e douz mil reis -
A quarenta e hum coqueiros a tres mil reis cento e vinte e tres mil reis -
A seis Arassazeiros a cento eSessenta, novesentos esecentareis -
A quatorze Coqueiros acento esecenta dous mil duzentos e quarenta -
A quatro Oitizeiros aSeis contos e quarenta, dous mil quinhentos e Secenta reis -
A sete Dendezeiros, a duzentos e quarenta, il seis centos e oitentareis.
Aseis Genipapeiros a trezendo evinte, mil noventos e vinte -
Vindo aimportár duzentos, evinte equatro mil reis, eaimportancia total da avaliação dous contos, quatro centos e trinta e quatro mil trezentos e Secenta reis -
E decomo assim odeclararão, e avaliarão mandou odito Intendente da Marinha fazer este Termo, emque assignou com osditos Avaliadores. E eu Antonio Mendes de Amorim Escrivão da Intendencia da Marinha escrevi. / Prego ./. Januario da Costa Carneiro ./. Cypriano Alvares Barrozo ./. João Antonio do Nascimento ./ Jozé Duarte Silva ./. Francisco Pereira de Mesquita ./. Gonçalo Francisco de Assumpção.
Joze Pires de Carvalho e Albuquerque.