Foi em fevereiro de 2007 que Isadora Travassos e eu estivemos em Coimbra em busca do que restava do gabinete que pertenceu a Domenico Vandelli. Lá conhecemos o curador do projeto Transnatural, sr. Paulo Bernaschina, e apresentamos nosso projeto "O gabinete de curiosidades de Domenico Vandelli".
De pronto recebemos a proposta de que ele realizasse uma exposição a partir de nossa pesquisa.
Tentamos ao longo do ano estabelecer uma parceria neste sentido, mas a distância e nossas perpectivas diferentes não favoreceram .
Ajudamos no que foi possível. Apresentamos o herbário de Vandelli, cedemos digitalizações de nossa pesquisa. Enfim, na medida do possível, tentamos afinar nossos olhares.
No final de 2007 visitei a exposição de Coimbra e pude conferir pessoalmente o quanto aquele projeto diferia da nossa premissa mais voltada para questões interdisciplinares entre arte e natureza. As viagens filosóficas ao Brasil são fundamentais para o conceito do nosso gabinete de curiosidades.
Quando o Jardim Botânico do Rio de Janeiro, em 2008, decidiu por uma mostra mais voltada para as questões ambientais, nós indicamos o Museu Nacional para acolher a mostra de Coimbra. Pedimos, apenas, que o título não fosse mais o mesmo.
Eis que agora existem duas exposicões sobre o Vandelli.
E isso deve ser motivo de celebração!
Afinal não deixa de ser sugestivo o fato de Domenico Vandelli, um sujeito tão esquecido, estar presente na reforma de dois museus no Brasil.